19 de jan de 2017

21 Dias com o Evangelho de João - Dia 12

Bem-aventurados os pobres em espírito,
pois deles é o Reino dos céus.
Bem-aventurados os humildes,
pois eles receberão a terra por herança.

Paz irmãos neste décimo segundo dia eu gostaria de falar sobre: Jo. 7:1-52 - 8:12-59

Alguns eruditos acreditam que o capítulo 8:11-59 é uma continuação do capítulo 7:52. Então talvez a passagem da mulher adúltera teria acontecido antes ou depois dos fatos que são contados entre

Jo. 7:1-52 - 8:12-59.
Independente se a passagem da mulher pega em adultério seja um anexo ou não, gostaria de trazer a nossa reflexão de hoje sobre Jo. 7:1-52 - 8:12-59

No dia 10 eu falei um pouco sobre a festa dos Tabernáculos.
Ao decorrer da festa havia muitas dúvidas sobre quem era realmente Jesus.
Alguns diziam ele ser um bom homem; outros diziam que ele era uma fraude.
As pessoas ficavam surpresas pelos seus ensinamentos, mas quando as palavras de Jesus as confrontavam, elas se afastavam dele.
Não é assim muitas vezes? Quantas pessoas que não são cristas que você conhece acham as palavras de Jesus boas reflexões. Porém quando ouvem as palavras que confrontam sua vida e seus pecados eles a rejeitam.
As palavras de Jesus não eram somente palavras para reflexão e pensamentos filosóficos.
Suas palavras eram ações para uma nova vida.
Contudo, a falta de investigação e conhecimento sobre Jesus levaram as pessoas a uma grande divisão e descrença. Uns pensavam que quando o Messias viesse, ele simplesmente iria aparecer e ninguém saberia de onde ele viria. (Jo. 7:27).
Outros duvidavam das suas palavras pois diziam que eles sabiam de onde Jesus era.
De fato, sabiam mesmo de onde ele era, mas o que eles conheciam sobre Jesus era superficial.
Será que esses descrentes cheios de dúvidas nunca se preocuparam de investigar o mínimo que fosse sobre Jesus? Talvez questionar seus pais? Conhecer sua história...? Maria e José sabiam sobre sua concepção virginal. Sabiam que ele nasceu em Belém, que era da linhagem do Rei Davi. A pergunta mais simples que fosse poderia tirar muitas dúvidas.
Mas poucos se preocuparam em ir até ele, matar sua sede e se saciar. Se eles realmente buscassem conhecer a verdade, eles iriam ser livres.
Porém as palavras de Jesus eram muito duras para ouvidos e corações tão cheios de si.
Jesus falou: "E ainda alguns de vocês estão tentando me matar porque não ha espaço nos seus corações para minha mensagem. Jo. 8:37b (New Living Translation)
Quando a mensagem era confrontadora essa era a reação das pessoas: endureciam seus corações, fechavam seus ouvidos... contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida (Jo. 5:41)
Realmente o Evangelho de Jesus é para os humildes de coração, alma e espírito. Que arrogante ouviria Jesus declarar tantas coisas e ficar sem resposta?
Mas aqueles que pertencem a Deus ouvem de bom grado suas palavras. Jo 8:47 (New Living
Translation)
A humildade é uma atitude básica para qualquer pessoa chegar até Cristo.

Bem-aventurado os humildes...


Texto de autoria de André Evangelista

21 Dias com o Evangelho de João - Dia 11


Paz irmãos neste décimo primeiro dia eu gostaria de falar sobre:
Jo. 8:11

A Lei de Moisés era uma série preceitos passados por Deus para que a nova nação que estava
se formando pudessem entender como Deus queria que eles vivessem.
A lei era por vezes composta de bênçãos e maldições; de castigo e recompensas.
Ela representava o caráter e santidade de Deus.
A lei era a expressão do amor de Deus, porém para pessoas completamente falhas, a lei expunha os seus pecados, e mostrava o que de fato havia no coração de cada homem.

Um dos pontos da lei de Moisés era o que esta em Levíticos 20:10 • “Se um homem
cometer adultério com a mulher de outro homem, com a mulher do seu próximo, tanto o
adúltero quanto a adúltera terão que ser executados.
Foi sob esse texto que os líderes judeus trouxeram a Jesus uma mulher pega em adultério. A
justiça demandava uma condenação.

O que me chama atenção é a parcialidade dos acusadores. Eles levaram somente a mulher para que Jesus a julgassem. Mas a lei claramente diz ambos, adúltero e a adúltera. Onde estava o homem?
Parece que esse era um grande dilema, pois Se Jesus rejeitasse a lei de Moises sua credibilidade seria perdida, e se ele aplicasse a lei como os acusadores esperavam, a sua reputação de compaixão e perdão pelo povo seria questionada.

Jesus responde àqueles líderes se referindo também a um ponto da lei. A lei dizia que as testemunhas tinham que ser pessoas idôneas. E Jesus conhecia o coração de todos eles, e sabia dos pecados de cada um daqueles acusadores.
Aquele que não tem pecado...que atire...
No entanto, algo certo os lideres fizeram: levaram aquela mulher para o único que poderia julgá-la.
Não havia melhor lugar para ela estar!
Aos pés de Jesus ela ouviu as melhores palavras que poderia ter ouvido, palavras de misericórdia.
Aqui Jesus não deixou de aplicar a lei, ou seja, não deixou de ser justo para ser misericordioso.
O fato aqui expõe claramente a mensagem da cruz. A condenação do pecado da mulher não foi esquecida. A verdade é que ao invés daquela mulher morrer, Jesus morreu no lugar dela.
Jesus morreu pelo adultério dela.
Jesus não veio para cancelar a lei, como se a lei não existisse mais, mas veio para cumpri-la.
A condenação que a lei exigia foi realmente executada, mas não na mulher; foi executada em
Jesus.
Jesus pagou os pecados dela e assim, usou de misericórdia com ela.
Essa é a mensagem da Cruz, o Evangelho de Cristo.
Todos, completamente todos os pecados, toda a condenação que a Lei exige contra o pecado foi executada em Jesus. Somos livres da condenação, do apedrejamento, da morte, do juízo, da ira!
Ironicamente, os acusadores daquela mulher, sem saber, estavam levando-a a uma nova realidade que só Jesus poderia dar. Ela experimentou o perdão de Deus.
O mesmo acontece conosco.
Agora os nossos acusadores são a nossa consciência e o próprio diabo.
Diferentemente, Satanás de maneira nenhuma quer que você vá até Jesus para que tenha seus pecados perdoados.
Mas Jesus com sua voz doce exclama em alto tom: venha a mim, para que tenha vida!
Você está em grande perigo, somente eu posso te salvar!

Ao terminar essa meditação, eu lembro de Rm. 6:1: continuaremos pecando, para que a graça
seja mais abundante? É claro que não!

Declarou Jesus: “Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado”.

João 8:11


Texto de autoria de André Evangelista

17 de jan de 2017

21 dias com o Evangelho de João - Dia 10

Paz irmãos neste décimo dia eu gostaria de falar sobre:
Jo. 7:37

Os israelitas passaram muitos anos sendo escravos no Egito.
Por 4 séculos, gerações e gerações de israelitas não tinham uma vida de verdade. Sem liberdade, eles não poderiam escolher como viver, o que fazer, comer ou beber.
Por anos e anos eles esperavam desesperadamente que aquele sofrimento, medo, opressão acabasse.
Quando aquela vida amarga de trabalho duro iria acabar?
Quando Deus ouviria o lamento deles e lembraria-se da sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó, seus antepassados? Quando Deus olharia para os israelitas e viria sua situação?
Sabemos pela história bíblica que Deus ouviu seu povo, e libertou os israelitas milagrosamente da opressão egípcia.
Após a saída do Egito, até chegar a Terra Prometida eles caminharam pelo deserto por 40 anos.
Foram tempos difíceis também, mas nada comparado a antiga vida de escravidão.
Agora eles eram livres, e mesmo andando terras secas, o recurso para seu sustento não faltava.
Deus providenciava água e alimento.
Talvez o que mais impactava a memória dos israelitas eram os milagres que Deus operava para manter seu povo vivo no deserto.
A festa dos Tabernáculos era um momento que eles traziam a mente essa reflexão.
Era a festa que lembrava a presença de Deus junto com seu povo. Deus sendo sua proteção, refugio, provisão, justiça. Os israelitas poderiam falar: Deus habita no meio do seu povo.
A presença de Deus era um convite a um relacionamento com Ele. Era notório o quanto Deus amava seu povo. A socorro em meio aos perigos, a sombra da nuvem para que o calor do sol não os castigassem; a coluna de fogo na escuridão da noite; o maná que podia ser recolhido a cada manhã; a água que saia da rocha e matava sua sede. Definitivamente, o povo de Deus tinha sua proteção e cuidado.
É no contexto desta festa que permeia o capitulo 7.
Jesus, no ultimo dia desta festa, se levanta e grita em alta voz: quem tem sede venha a mim.
Numa festa que simbolizava a provisão física daquele povo no deserto.Jesus veio expor uma necessidade muito maior.
A fonte de água que fluiria do seu interior estaria disponível para todos o que cressem.
Essa não e a mesma água que matou a sede dos israelitas no deserto, mas é a água que da vida eterna.
O mestre Jesus literalmente grita, fala com alta voz, chamando a atenção a um contive para vida eterna.

Eu quero ser aquele que tem sede, que vai até Ele e se sacia!


Texto de autoria de André Evangelista

16 de jan de 2017

21 Dias com o Evangelho de João - Dia 9

Dia 9 - Jo. 6

Multidões de pessoas estavam se esforçando ao máximo para achar Jesus. Eles foram de um lado para o outro. De Carfanaum para Tiberíades, vice-versa. Para eles, não importava o risco das águas agitadas, talvez passavam até por tempestades, mas o que queriam eram encontrar Jesus.
É assim que começa o texto de nossa meditação.
As pessoas gastavam seus recursos; enfrentavam caminhos perigosos; vinham de lugares longes somente para poder encontrar Jesus.
E o que tem de errado nisso? Não é tudo isso que ouvimos que temos que fazer? Sim! E temos que fazer...
Porém Jesus alerta aquelas pessoas que elas gastavam todas suas energias para encontrá-lo não porque eles entenderam que Jesus era o Filho de Deus, não porque elas entenderam que Jesus poderia dar a elas algo muito mais importante do que somente resolver seus problemas físicos, mas somente porque Jesus os tinha curado, os alimentado, porque Jesus tinha aliviado por uns instantes os seus problemas.
É claro que em meio as nossas dores e dificuldades somos chamados a correr para Cristo, porque só ele pode nos ajudar. Mas as palavras de Jesus nos alerta a não procurá-lo somente para que ele resolva esse tipos problemas.
Para algumas daquelas pessoas, Jesus passou a ser seu personal resolvedor de problemas terreno.
Não tinham entendido ainda que Jesus veio para resolver não só os problemas terrenos que perecem, problemas que um dia vão acabar, mas principalmente os problemas eternos, que se não forem resolvidos agora, nos levará a uma morte eterna.
No entanto a multidão falava: "o que devemos fazer para realizar as obras de Deus?"
O que será que eles queriam dizer com essa pergunta?
Será que eles estavam dando crédito ao que Jesus estava dizendo sobre a vida eterna, ou eles também queriam realizar os sinais miraculosos para que agora eles próprios pudessem multiplicar seus pães e se auto satisfazerem?
Nós queremos realizar as obras de Deus também, nos mostre como fazer, assim não
precisamos mais vir até você.
É duro pensar assim, mas infelizmente para muitos que seguiam Jesus, ele era somente um resolvedor de problemas de coisas perecíveis.
Mais duro ainda é ler as palavras de Jesus que seguem até o fim deste capítulo 6.
Por causa das palavras tão duras muitos daqueles que seguiam Jesus o abandonaram.
Existem coisas duráveis e perecíveis. Coisas muito importante para nossa existência e outras nem tanto assim.
Sei que Jesus pode nos ajudar em todas elas. Dependemos de Jesus para tudo!
Porém, como humanidade, temos um problema que nos afastou completamente de Deus.
E esse foi o maior problema que Jesus veio do céu para solucionar de uma vez por toda.
Somente através desta situação resolvida que podemos ter nossa relação restaurada com Deus.
E todo o trabalho que Deus quer que nós temos é que cremos naquele que Ele enviou para que tenhamos vida eterna. Para não perecer, mas para ter vida eterna.
Que nós possamos responder como Pedro: Para que iremos? Somente tu tens as palavras

que dão vida eterna!


Texto de autoria de André Evangelista

21 Dias com o Evangelho de João - Dia 8

Paz irmãos neste oitavo dia eu gostaria de falar sobre:

Jo. 5:1-14

Pense no seus maiores problemas e dificuldades. Pense naqueles que você próprio não pode fazer nada, porém tudo o que você mais queria era ter essa situação solucionada.
Você alguma vez já foi a algum lugar tentar resolver um problema muito importante onde ir a esse lugar te consumiu tempo e dinheiro, porém você volta frustrado por não ter conseguido resolver nada. Já passou por essa situação?
Agora potencializa essa frustração centenas de vezes e talvez tentará entender o que deveria acontecer a beira deste tanque.
Ali havia muitos enfermos, e ao menor agito das águas todos se lançavam no tanque, se amontoando um em cima do outro com a certeza que saíram dali com seus problemas resolvidos.
Uma multidão de doentes mergulhando no tanque, e por um instante, em suas mentes, certos que ao sair da água estariam curados. Mas, apenas um era curado. Todos os outros voltavam completamente frustrados com seus problemas para seus lugares iniciais.
No meio desta multidão de pobres, doentes e miseráveis, havia mais um paralítico, há 38 anos paralítico.
Jesus era totalmente desconhecido por esse homem, porém, esse homem paralitico não era desconhecido por Jesus. Ele viu esse homem, e não somente o viu, mas também soube de todo o tempo do seu sofrimento, e o faz uma pergunta que poderia mudar seu estado.
O homem paralítico achava que sua cura viria pelos meios a qual acreditava que fossem os mais viáveis. Talvez ele disse:
"Eu só posso ser curado pelos meios normais que estou acostumado. A minha cura só vai vir pelo meu jeito, da maneira que creio, pelos meus paradigmas."
Talvez disse mais: "Eu sei que há uma possibilidade, mas ninguém me ajuda, ninguém me entende, ninguém me compreende, ninguém me socorre!" Jesus chamou esse homem para ser curado da sua paralisia que somente o fazia enxergar aquela realidade.
A paralisia que mantinha deitado, que só o fazia enxergar aquele tanque. A paralisia não permitia que ele enxergasse novos horizontes.
Realmente, para aqueles que ainda não tiveram uma experiência com Jesus, a esperança de cura estava entrar naquele tanque. No entanto, para o paralítico que foi visto por Jesus, a sua cura agora dependia de ele ouvir e obedecer o que Jesus disse a ele: Levante-se, pegue a sua cama e ande!
Isso foi diferente de tudo que ele já tentou. Ia contra todas suas crenças, conceitos. Contra tudo que ele já viu e experienciou.
Era impossível um paralítico levantar e andar. Mas para uma ordem de Jesus, nada é impossível.
Quem sabe, você, em sua alma, se encontra como este homem. Frustrado porque não vê a solução para sua paralisia. Mas entenda que Jesus sabe de seus problemas e ele já te viu.
Jesus vai ao teu encontro e te chama para se levantar e andar.

Abandone todos os seus conceitos daquilo que acha o que é ser curado e atenda a voz do Mestre. Levante, pegue a sua cama e ande... e não peque mais...


Texto de autoria de André Evangelista


14 de jan de 2017

21 Dias com o Evangelho de João - Dia 7

Paz irmãos neste sétimo dia eu gostaria de falar sobre:
Jo. 4:31-34

Você já tentou fazer qualquer coisa estando com fome? Não sei se com você é assim, mas eu não consigo produzir nada estando com fome.
Grande parte das pessoas só conseguem fazer algo estando bem alimentados. Na verdade, a primeira coisa que fazemos é suprir nossas necessidades básicas: fome, ou sede, ou frio, ou calor.
Ora, somos humanos! Para que conseguimos fazer qualquer coisa, as necessidades mais básicas precisam ser supridas.
Num dia de calor, por exemplo você fica incomodado se está em um ambiente pouco arejado e quente. Fica difícil de se concentrar em qualquer coisa.
Não há nada de anormal nisto. É somente seu corpo dando alertas de que se você não der a ele condições mínimas a qual seu corpo já está adaptado, ele não vai te deixar fazer nada antes de resolver esse problema.
Os discípulos tinham ido a cidade para comprar alimento, e quando voltaram eles insistiram para que Jesus comesse algo. Provavelmente os discípulos estavam com muita fome.
Jesus respondeu que ele tinha uma comida que eles, os discípulos, não sabiam nada sobre ela. Jesus continuou dizendo que sua comida era fazer a vontade de Deus. O alimento que me sustenta é fazer as obras daquele que me enviou.
Será que eu já senti fome desta comida?
Lembro-me quando criança que havia muitos tipos de alimentos que eu não gostava de comer.
Mas minha mãe, me fazia comer porque dizia que era saudável. Talvez eu não queria comer tudo que estava no prato porque eu tinha opções de comer outras coisas que eu achava mais gostosas.
Perguntei para minha esposa se com ela era assim também quando criança, porém ela me disse que sua infância foi tão pobre que quando havia qualquer coisa para comer era a maior alegria.
Há pessoas que não gostam de comer certos tipos de comida, porém para quem já passou fome ter algum alimento no prato e a maior felicidade.
Vejo que a única forma de receber um alimento de bom grado é se reconhecer pobre, em falta, necessitado (Ap. 3:17).
Jesus disse que seu alimento era fazer a vontade de Deus, disse também que bom mesmo era comer o alimento que permanece para vida eterna (Jo. 6:27). Também disse que ele mesmo era verdadeira comida e bebida (Jo. 6:55).
Mas há quem não quer se alimentar desta comida, porque talvez a acham ruim. Não boa para o paladar.
Porém pode ter certeza: Essa comida é único alimento para a alma.
E só vão comer dela de total bom grado e com muita alegria aqueles que se enxergarem em si mesmo pobre, necessitado, miserável, cego nu, em total falta.
Como seu corpo que dá alertas na falta das condições mínimas, nossa alma pode estar gritando de fome e sede, porém para a alma o único alimento que mata sua fome é aquele que vem do céu.
Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais tará sede. (Jo.6:35) Que minha alma entenda que o alimento que vem de Deus não é ruim, porque sua vontade é
sempre boa, perfeita e agradável.


Texto de autoria de André Evangelista

13 de jan de 2017

21 dias com o Evangelho de João - Dia 6

Paz irmãos neste sexto dia eu gostaria de falar sobre:

O encontro de Jesus com a samaritana - Jo. cap. 4

Geralmente neste tempo, as mulheres, para evitar o calor do sol, iam buscar água em grupo, de manhã bem cedo ou perto do final da tarde. Exceto essa mulher que vemos neste capítulo.

Alguns estudiosos acreditam que o fato dela ir buscar água em uma hora diferente era para evitar as outras mulheres.

Em sua conversa com Jesus, ele revela que ela já teve outros 5 maridos, e o homem a qual ela vivia atualmente não era seu marido. Isso não era nenhum pouco bem visto pela sociedade da época.

O marido representa sustento, segurança, alívio, direção, amor, cuidado, enfim, descanso para sua esposa.

Tudo o que essa mulher de Samaria buscou a sua vida toda foi isso. Quem não quer se sentir seguro, amado, sustentado? Essas são necessidades básicas do ser humano.

Na sua corrida e busca para suprir suas necessidades, essa mulher tomou o caminho errado, fez escolhas que agora a faziam se esconder de todos.
Era mais agradável ir buscar água debaixo do sol do meio dia do que ter suas falhas trazidas a sua consciência por um grupo de pessoas que a julgariam.

Seu problema não era somente social, pois não tinha amigos; não era somente sentimental, emocional ou familiar; seu problema era também espiritual, porque ela não sabia em quem crer.

Jesus disse que ela conhecia muito pouco do Deus que adorava. Também tinha dúvidas sobre qual era o lugar correto de adorar a Deus (Jo. 4:20).
Não é preciso ser um psicológico para entender que essa mulher tinha feridas na sua alma.

Sua vida espiritual/sentimental/emocional/familiar/social estava um caos.

O que se passava na cabeça desta mulher indo todos os dias sozinha buscar o recurso para sua sub existência?

A mulher cheia de questionamentos não conseguia ver nada além do que a realidade lhe mostrava. Sua pergunta para Jesus foi: como pode me dar água, esse poço é fundo e você nem tem um balde e corda para tirar água do poço?

Em outras palavras: como pode resolver os meus problemas? Faltam recursos para isso! Como posso ser feliz? Não tenho marido, não tenho amigos, não tenho sustento, minha alma está ferida, meus problemas são muito grandes!

Mas ao final uma coisa me chama atenção. Mesmo a mulher estando com sua vida um completo caos, ela tinha uma esperança: *_“Eu sei que o Messias (chamado Cristo) está para vir. Quando ele vier, explicará tudo para nós”. Jo. 4:25

Era tudo que ela precisava crer para que todos seus problemas fossem resolvidos. E eles foram!

Bem... Nós sabemos o fim desta história. A vida desta mulher foi restaurada. Até mesmo seu testemunho teve crédito pelas pessoas que um dia a desprezava.

Isso tudo aconteceu porque ela teve um encontro com Jesus e foi curada!
Ao terminar de escrever esse devocional uma resposta para a pergunta sobre o que a samaritana pensava quando buscava água veio a minha mente. Talvez seus pensamentos poderiam ser:

A minha situação atual está insuportável, mas eu sei que quando Messias vier toda essa situação vai passar!


Então Jesus declarou: “Eu sou o Messias! Eu, que estou falando com você”. João 4:26


Texto de autoria de André Evangelista

12 de jan de 2017

21 dias com o Evangelho de João - Dia 5

Paz irmãos neste quinto dia eu gostaria de falar sobre: Jo 3:26 

Então os discípulos de João vieram até ele e disseram: "Mestre, o homem que você encontrou no outro lado do Rio Jordão, aquele qual você identificou como o Messias, está também batizando as pessoas. E todos estão indo com eles ao invés de vir conosco. (New Living Translation)

De maneira nenhuma seguir João Batista era mundano ou pecaminoso, porém depois do início do ministério de Jesus, seguir a João era algo que não fazia mais sentido.

Não que seus discípulos deveriam descartá-lo como uma coisa já ultrapassada, mas continuar a ser seu discípulo era terreno.

O próprio João Batista testemunhou dizendo que ele não era o Messias, e mais, que sua função era preparar o caminho para o Messias. Disse também que ele próprio era terreno, que falava das coisas da terra.

Mediante a todo esse testemunho de João apontando para que seus discípulos seguissem a Cristo, *por que João Batista ainda tinha discípulos?

Por que alguns discípulos de João Batista ainda davam o mesmo valor a ele embora terem ouvido seu testemunho sobre Jesus?

Isso com certeza me faz analisar a minha vida. O que de terreno há em mim que eu ainda considero algo a seguir, me impedindo de seguir plenamente o Messias?

Lembro-me que Jesus disse: Dê a Deus o que é Deus (Mc. 12:17).
Não estou aqui falando que deveria abandonar tudo que é terreno e viver uma vida _"espiritual"_, mas devo sim dar as prioridades certas: dar a Deus o que é de Deus.

Ouvimos falar de Jesus, ouvimos que ele é o Messias, o Salvador... mas por que é tão difícil deixar de dar prioridade as coisas terrenas e segui-lo de vez?

Mais uma última pergunta:
O que faltou para esses discípulos de João que André teve? Lembra que André era um discípulo de João e seguiu a Jesus?

A única resposta que vem a minha mente é que André teve um tempo com Jesus, passou uma tarde com ele (Jo.1:39).

André só conseguiu deixar de dar prioridade ao que era terreno porque ele passou tempo com o Cristo!


Que Deus nos ajude!


Texto de autoria de André Evangelista





11 de jan de 2017

21 dias com o Evangelho de João - Dia 4

Paz irmãos neste quarto dia eu gostaria de falar sobre
Jo. 2:1-12

Água é um elemento vital para a vida, sem ela não vivemos.

Nosso corpo é composto por cerca de 60% de água. Ela desempenha um papel importante na maioria das funções básicas do corpo humano.

De fato, a água é muito importante, mas o que você acharia se tivesse somente água para beber em uma festa?

A não ser que você esteja com muita sede, beber água em uma festa talvez não seja um motivo de alegria.

Não quero entrar no mérito sobre o vinho neste caso ser ou não alcoólico, mas quero extrair o significado do vinho. O vinho simboliza alegria.

Por mais vital que a água seja, ter servido água naquela festa de casamento não iria ser razão de grande felicidade. Em algumas situações não é possível para nós tirarmos alegria mesmo quando o elemento é importante para nossa vida.

Ninguém vive essencialmente de vinho, mas também ninguém serve água em festa, mas sim, algum tipo de bebida que vai trazer mais satisfação.
Quero dizer é que Jesus tem o poder de fazer das coisas mais básicas motivo de alegria, das coisas mais simples (porém essenciais) motivo de festa.

Jesus transformou em alegria uma coisa, que geralmente naquela ocasião, não seria causa de alegria.

Consegue pensar em algo que é essencial para sua vida, mas nao tem sido seu motivo de alegria e paz?

Talvez você possa listar algumas coisas como seu trabalho, sua casa, seu cônjuge, seus filhos... Por exemplo: Seu trabalho é essencial para sua vida e da sua familia, mas não tem dado a você grandes motivos de alegria, ou paz...

Esse é um aspecto que podemos ver: *Jesus pode transformar em alegria aquilo que já não tem sido alegria por muito tempo.

Um outro aspecto que o Espírito Santo me faz enxergar com essa situação em Caná é que o próprio Jesus disse que quem beber da água que ele tem nunca mais teria sede (Jo. 4:14).

Sabemos que Jesus é água para nossa vida, Ele é essencial para nossa existência, mas para muitos, servi-lo não tem sido nenhum motivo de alegria, pelo contrário, muitos perderam a Alegria da Salvação (como Davi diz no Salmo 51:12).

A alegria que vem da Água da Vida, é uma alegria que o mundo não pode dar. A alegria que Jesus dá é supera qualquer outra que já podemos experimentar.

Assim como o mestre-sala provou a água transformada em vinho e disse: _“Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora”.
(Jo. 2:10)

Eu posso dizer com certeza que Jesus tem uma alegria muito melhor para eu provar. "Façam prova de mim" (Ml. 3:10).

Eu creio que eu possa ter grande alegria em seguir a Cristo. Eu creio que eu possa servir a Jesus não por obrigação ou por medo de algum castigo, porém servi-lo pela grande alegria e recompensa que está reservada tanto aqui na terra como no céu.

Minha oração hoje é:

Senhor já é tempo de sentir sua alegria. Sua hora já é chegada.


Texto de autoria de André Evangelista


10 de jan de 2017

21 dias com o Evangelho de João - Dia 3

Paz irmãos. Neste terceiro dia eu gostaria de falar sobre: Jo 1:42 - Então André levou o seu irmão a Jesus. Jesus *olhou fixamente* para Simão e disse: —Você é Simão, filho de João, mas de agora em diante o seu nome será Cefas. ( “Cefas” é o mesmo que “Pedro”)

Quando preparava esse texto, lembrei de algo que meu pai sempre falava. Ele dizia que o maior bem de um homem é seu nome. E isso na nossa cultura é bem relevante, pois muitas vezes nos preocupamos em manter nossos nomes limpos junto aos órgãos de proteção ao crédito, por exemplo.

Se para nossa cultura atual ter um nome significa honrá-lo e mantê-lo limpo, para a cultura do oriente médio nos tempos de Jesus significava muito mais que isso.

A palavra nome no idioma dos judeus procede de uma palavra que significa reputação, fama, honra. Alguns teólogos também dizem que vem da mesma raiz da palavra que significa colocar uma marca ou  um código em alguém

O nome de uma pessoa tinha a ver com seu caráter ou com sua vida. Em alguns casos a mudança de um estado ou de um comportamento poderia implicar na mudança do nome, por exemplo, vemos o caso de Jacó que teve seu nome mudado para Israel. Levando-nos a entender que seu novo nome representava uma nova realidade em sua vida.

Mediante a essas informações sobre o poder no nome próprio, podemos enxergar um significado mais profundo neste pequeno diálogo entre Jesus e Pedro.

Quem é esse homem que com apenas um olhar profundo, um olhar além da visão natural enxerga uma realidade que ninguém mais vê? Quem é esse homem que com apenas um diálogo resume tudo quem Pedro tinha sido, quem ele era e quem ele seria dali pra frente?

Pedro não deixou de ser o filho de João. Mas Jesus fez dele alguém além, alguém mais de si mesmo.
Ser Pedro agora era sua vocação dada por Deus, era a sua nova realidade!

Um encontro com Jesus muda nossa realidade, muda nossa história, nossa vida, muda quem somos e quem seremos daqui pra frente, muda até mesmo nosso nome.

É claro que essa mudança é real, mas algumas vezes, o nosso antigo nome tenta sobre sair. Nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, por horas Pedro é chamado somente de Pedro ou de Simão, não porque ele era bipolar, mas talvez porque ele tinha grandes dificuldades de enxergar em si próprio a nova pessoa que ele era em Cristo.

Assim como Pedro também, podemos falhar com a nossa nova realidade e negá-la (Jo. 13:38; Jo. 18:27). Mas Jesus com seu grande amor e misericórdia, não com julgamento, nos faz lembrar de quem éramos (Jo. 21:15), e mais uma vez nos restaura, fazendo nos lembrar da nossa real vocação: Apascenta as minhas ovelhas.

Como em todo processo, Pedro amadureceu e agora ele próprio entendeu o seu verdadeiro chamado em Cristo. Veja em 1Pe 1:1 _(Eu, *Pedro*, apóstolo de Jesus Cristo, escrevo esta carta...)

Irmãos, somos chamados por Deus e temos uma vida transformada por Ele, porém há momentos que falhamos e esquecemos de quem realmente somos, voltando por alguns instantes a viver a antiga realidade.

No entanto, Cristo tem restauração e um crescimento para nós.

Que essa seja nossa oração!!!!




Texto de autoria de André Evangelista